
Por M. Dantas
Existem certas coisas que ocorrem apenas com o Corinthians. Uma conjunção de fatores que faz de uma torcida quase sempre execrada pelos rivais pela inexistência da Libertadores em seu extenso rol de troféus disputar a dita competição no ano de seu primeiro centenário, com um dos jogadores mais famosos da história do futebol - para não citar a personalidade que é Ronaldo Nazário – e com um dos – aparentemente – melhores elencos da história do Sport Club Corinthians Paulista.
Não se trata apenas de fatores técnicos de qualidade e planejamento que faz o Corinthians ser favorito e que faz a Fiel Torcida ficar na expectativa não só pela estreia na Libertadores, mas pela história a ser escrita. É o momento que é especial. É o ambiente e é a essência que rondarão, até meados de agosto, a disputa da Fiel pela sua primeira Taça Libertadores da América. E é muito fisiologismo falar que o Corinthians tem, dos grandes paulistas, hoje, o melhor presidente, o melhor departamento de marketing, o melhor técnico e até o melhor patrocinador. O Corinthians nessa Taça Libertadores é mais que isso: é sentimento. Sentimento do empresário Andrés Sanchez até o sentimento do pedreiro e torcedor José.
E até meados de agosto, os rivais se sentirão proibidos por uma grade de caçoar dos corintianos. O clube de Parque São Jorge se encontra no seu momento especial e pode se encontrar, lá no fim do campeonato, no momento mais especial de sua vitoriosa história: o título da Libertadores, que tem em sua taça as cores preta e branca prestes a serem cravadas na plaquinha do ano de 2010. É o ano do centenário. O ano do Timão.
Já está tudo ditado. Ditado que diz que quanto maior a altura, maior o tombo. Centenário, elenco, marketing, diretoria e comissão técnica podem ser arremessados no lixo com simples dois empates no mata-mata, um jogo na altitude.
Os obstáculos serão postos e o Corinthuans terá que encará-los frente a frente. É assim que se enfrenta uma Libertadores e nem experiência, qualidade ou organização ajudará nisso: é personalidade. Só se vence Libertadores quando se tem personalidade. A Fiel confia na personalidade da sua esquadra. Mas isso só será mostrado à prova no decorrer dessa Libertadores.
Hoje o Corinthians inicia sua caminhada contra o Racing-URU, supostamente o adversário mais frágil de seu grupo que ainda tem Cerro Porteño e Independiente de Medellin. Um grupo difícil que se tornou mais fácil: Racing, Cerro e Independiente não jogarão, de fato, em casa. Uma ajuda para passar de fase mas uma falsa visão do que o alvinegro poderá encontrar no mata-mata do maior torneio da América. O torneio que o Corinthians nunca venceu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário