
Por: Lucas Galvão
Em partida extremamente difícil, o Santos venceu o Paulista por 3 a 2, nesta quinta feira, no estádio Jaime Cintra, devido a gol de placa de Robinho, que entrou no segundo tempo e definiu o jogo a favor do Peixe.
Santos: Felipe; Roberto Brum (Rodrigo Mancha), Durval, Edu Dracena e Léo (Mádson), Arouca, Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Robinho) e André. Técnico: Dorival Júnior.
Paulista: Vinicius; Lucas, Eli Sabiá, William Rocha e Julinho (Rafael Martinho); Bruno Formigone, Rai, Baiano (Carlão) e Emerson (Marquinhos); Felipe Azevedo e Barboza. Técnico: Wagner Lopes
Em uma partida dominada na maior parte do tempo pelo time da casa, o Santos contou com o talento do goleiro Felipe e a genialidade de Robinho para conseguir mais três pontos. O time do Paulista, que se encontra na décima oitava colocação, demonstrou ser um time de qualidade e que se encontra nesta situação apenas pela deficiência técnica dos protetores de zaga Rai e Bruno Formigone, ex Portuguesa e São Paulo, respectivamente.
O Paulista começou na pressão e abriu o placar logo aos 2 minutos, quando Émerson deu brilhante corta – luz e deixou Barboza livre para deslocar o goleiro Felipe e marcar 1 a 0. O time do Santos, nos primeiros 15 minutos, parecia desinteressado pela partida, permitindo chances claríssimas, Barboza, ao receber cruzamento rasteiro e tentou ir de cabeça na bola, perdendo um lance que poderia ter complicado ainda mais a vida do Santos. Baiano, aos 8 e 12 do primeiro tempo, demonstrando estar em ótima forma física e técnica, assustou com chutes de fora da área.
O Santos acordou depois de Felipe ter trabalhado muito, e as laterais do campo foram as armas, pela direita, o apoio de Wesley era constante e pela esquerda, caia André, que desperdiçou clara chance de marcar ao deixar a bola escapar, aos 20 minutos e aos 22, em cabeçada errônea, à direita do gol de Vinícius. Wesley, no entanto tinha mira melhor, e de duas chances claras, teve uma salva em cima da linha por Lucas e em outra, aos 25, empatou o jogo para o time da Vila. Na comemoração, o santista fez um gesto de choro, em menção as reclamações do zagueiro Chicão, do Corinthians, aos lances de efeito de Neymar. O Santos passou a ter mais posse de bola, mas não conseguiu chegar a virada no primeiro tempo.
Porém, no segundo tempo, logo aos 7 minutos, o Santos já se encontrava na frente, após desvio de cabeça de Paulo Henrique Ganso.
Placar esse, que quatro minutos depois, já foi alterado: Julinho, após bate rebate, empatou para o time de Jundiaí.
Até que aos 17, entra Robinho, melhor em campo, mesmo tendo jogado apenas 30 minutos. O jogador mudou a tônica do jogo a favor da equipe do Santos. Fez jogadas de efeito, lances perigosos e o gol da vitória. Aos 20, chutou à direita de Vinicius. Aos 22, entortou duas vezes Bruno Formigone (péssimo), com seu tradicional drible “Vai pra lá que eu vou pra cá” e bateu no ângulo. A bola bateu duas vezes no travessão antes de entrar.
Depois da entrada de Robinho, o Santos parecia voar em campo. O craque jogou bola na trave, deu drible, pedalou e incentivou os companheiros.
Durval, aos 36, perdeu duas chances sem goleiro em sequência, as duas salvas pelo zagueiro Lucas (bom zagueiro), em lance quase inacreditável.
Para manchar uma atuação quase perfeita do árbitro Wilson Seneme, o mesmo anulou gol legítimo de Marquinhos, no finalzinho do jogo. Mas, o Santos, no final das contas, venceu, 3 x 2.
Agora, os Meninos da Vila vão enfrentar a Portuguesa, domingo, dia 7 de março, às 17h00, no Canindé, em busca da décima vitória seguida.
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