Por M. Dantas
Jogando no Morumbi, em uma tarde mais que chuvosa, com pouco mais que nove mil torcedores, o São Paulo venceu o jogo "na hora que quis". Isso por quê, até os 37 minutos do segundo tempo, o placar mostrava uma vitória magra, a banho-maria do São Paulo: um mísero 1 a 0. Até os 37 minutos, quando o Rio Branco empata o jogo.
São Paulo: Rogério Ceni; Jean, André Luis, Miranda e Carleto; Rodrigo Souto, Cleber Santana, Léo Lima (Hernanes) e Jorge Wagner (Henrique); Fernandinho e Dagoberto (Marlos).
Rio Branco: Cristiano; Fábio Baiano, Airton, Kléber e Maurim; Éverton, Márcio Carioca, Felipe (Alex Terra) e Romarinho (Ricardinho); Jobinho e César (Índio).
O São Paulo permanece jogando o Campeonato Paulista como um simples e até pedante laboratório. Poupando quatro titulares (Cicinho, Alex Silva, Marcelinho Paraíba e Washington), a equipe tricolor enfrentou o mais do que fraco Rio Branco de Americana, time que, em um passado distante, já foi tradicional na disputa de Campeonatos Paulistas.
E aos onze minutos, Léo Lima fez valer o ingresso dos poucos pagantes que, valentes, foram assistir à partida. Com um passe impensável aos olhos de qualquer espectador - no campo e pela TV - colocou Jorge Wagner frente a frente com o goleiro Cristiano. Indefensável e o primeiro gol do São Paulo.
E foi assim até o final. O São Paulo na medida do possível tentava marcar o segundo. Sabia que poderia matar o jogo a qualquer momento. Só não sabia que deveria usar deste artifício. Depois de um apagão no estádio e logo após um apagão na equipe são-paulina, o Rio Branco empata a partida: Romarinho.
Mas bastou apenas Hernanes entrar no jogo que o São Paulo, fácil, fácil, desempatou o jogo. Poderia ainda ter feito mais gols, mas ficou por isso mesmo. São Paulo, pensando mais no Nacional - o do Paraguai - do que nos campeonatos nacionais, 2, Rio Branco, pensando em sabe-se lá o quê, 1.
Melhores Momentos:
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