
Por: Lucas Galvão
Em um grande jogo no Canindé, o Santos conseguiu o empate no finalzinho, com Zé Eduardo, e manteve série invicta. O time, porém, deu adeus ao sonho de bater o recorde do time de Pelé, de 12 vitórias seguidas.
Portuguesa: Fábio, Paulo Sérgio, Thiago Gomes, Domingos, Preto Costa, Fabrício, Gláuber, Marco Antônio (Henrique), Héverton (Jean Natal), Athirson e Luiz Ricardo (Rafael Silva).
Santos: Felipe, Roberto Brum (Marquinhos), Edu Dracena, Durval, Pará (Mádson), Arouca, Wesley, Paulo Henrique Ganso, Neymar, André (Zé Eduardo) e Robinho.
Em um Canindé tomado por 9 mil santistas, o time da Vila chegou confiante e falando em quebra de tabu e vitória importante antes mesmo do jogo começar. Porém, a Portuguesa, que foi a pedra no sapato dos times grandes neste Paulistão, começou o jogo pressionando muito, o Santos, que não tinha Léo, machucado. Aos 3 minutos, a Lusa já havia perdido grande chance: Luiz Ricardo entrou sozinho na área e jogou em cima do goleiro Felipe. Na sequência, em bola lançada na área, Edu Dracena recuou de maneira estranha, assustando a torcida do Peixe na Vila.
Passado o surto inicial, o Santos passou a tocar mais a bola, e aos 7 minutos, em jogada de contra ataque, Fábio fez duas grandes defesas em sequência, em chutes de André e Ganso.
A Portuguesa passou a levantar bolas na área, e a zaga do Santos, a tirá – las. Até que aos 14 minutos, Marco Antônio lançou Héverton, que antecipando ao péssimo Edu Dracena, fez 1 a 0 Lusa no Canindé, para delírio dos mil torcedores da Lusa presentes no estádio.
Então, como em todo jogo, a Portuguesa recuou muito. Aos 17, Robinho aparaceu cara a cara. Fábio fez grande defesa. Neymar cobrou falta, aos 22, na cabeça de Edu Dracena, que cabeceou bem, mas a bola passou tirando tinta da trave esquerda de Fábio. Aos 26, o Menino da Vila bateu direto, assustando a defesa lusa. O jogo se tornou pegado e faltoso, muito baseado em bolas paradas. Até os 42 minutos, quando André cortou Thiago Gomes e bateu. Fábio fez defesa espetacular.
No retorno do segundo tempo, o Santos veio com mentalidade de empatar o jogo, e cedeu espaços. Em contra ataque, Athirson chutou, Felipe espalmou e Héverton bobeou e perdeu um daqueles gols “Até a minha vó faria”.
Aos 12, Fábio, o melhor goleiro do Paulistão, até aqui, segundo as notas, do Diário LANCE!, fez defesa digna de seu posto. Neymar dominou brilhantemente rebote de escanteio e soltou a bomba no ângulo esquerdo e saiu pra comemorar...mas Fábio fez defesa inacreditável e levou o jovem ao desespero.
O Santos chegou com perigo, aos 19 com Wesley. A Lusa perdeu gol incrível com Athirson, aos 21.
Aos 28, entra Zé Eduardo, o Zé Love. E depois de tanto pressionar, o Peixe conseguiu o empate com ele, Zé Eduardo, aos 47 minutos do segundo tempo. Fim de jogo? De maneira nenhuma. Sem alguma razão, o juiz acresceu 5 minutos ao jogo, o levando até os 50.
Devido a lesão de Athirson, o jogo, acredite, foi estendido até os 52 minutos. Aos 51, Robinho bateu colocado... Fábio salvou e garantiu o empate pra Lusa.
Um jogaço no Canindé, que teve como aspecto negativo a contusão séria de Athirson, no joelho, e a arbitragem, que saiu a gritos de “Au, au, au, vão morrer na Marginal”, em menção a proximidade do Canindé a Marginal Tietê.
O resultado, praticamente tira as chances de classificação da Lusa, enquanto o Santos segue líder isolado, mas diz adeus ao tabu de vitórias.
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